Condromalácia patelar: entenda a condição!

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A condromalácia patelar é uma das principais causas de dor na região anterior do joelho.

Ela pode afetar pessoas de diferentes idades, especialmente aquelas que praticam atividades físicas ou realizam movimentos repetitivos com essa articulação. 

Essa condição ocorre quando a cartilagem localizada na parte de trás da patela, responsável por garantir o deslizamento suave do osso sobre o fêmur, sofre desgaste ou alterações em sua superfície. 

O resultado pode ser dor, desconforto e até dificuldade para subir escadas ou agachar. 

Continue lendo esse artigo e saiba mais!

O que é a condromalácia patelar e como ela afeta o joelho?

A condromalácia patelar, ou condropatia patelar, é uma alteração que acontece na cartilagem localizada na parte de trás da patela, o osso popularmente chamado de “rótula” do joelho. 

Essa cartilagem é responsável por permitir que o osso deslize de forma suave sobre o fêmur durante os movimentos de flexão e extensão.

Quando ela sofre amolecimento, fissuras ou desgaste, a superfície deixa de ser lisa, o que provoca atrito e pode gerar dor, estalos, sensação de raspagem e até dificuldade para realizar atividades simples como subir escadas, agachar ou permanecer muito tempo sentado. 

Essa condição afeta diretamente o alinhamento e o funcionamento da articulação, podendo prejudicar a estabilidade e o conforto do joelho se não for tratada adequadamente.

Quais são as principais causas e fatores de risco para desenvolver essa condição?

Entre as principais causas dessa condição, destacamos:

  • Sobrecarga repetitiva do joelho, como em corridas, saltos ou exercícios de alto impacto;
  • Mau alinhamento da patela ou alterações anatômicas que afetam o encaixe do joelho;
  • Fraqueza ou desequilíbrio muscular, principalmente dos músculos da coxa e quadril;
  • Traumas diretos no joelho, como quedas ou pancadas;
  • Movimentos repetitivos sem preparo físico adequado ou aumento súbito de intensidade de treino;
  • Uso de calçados inadequados ou práticas esportivas sem orientação;
  • Histórico de lesões no joelho ou cirurgias anteriores;
  • Fatores genéticos e características individuais da anatomia do joelho;
  • Excesso de peso, que aumenta a carga sobre a articulação.

Quais são os sintomas mais comuns da condromalácia patelar?

Os sintomas da condromalácia patelar, incluem:

  • Dor no joelho, na parte da frente, principalmente ao subir ou descer escadas, agachar ou correr;
  • Sensação de raspagem, estalos ou crepitação ao movimentar o joelho;
  • Desconforto ou dor ao permanecer sentado por muito tempo com o joelho dobrado;
  • Sensação de instabilidade no joelho ou fraqueza;
  • Inchaço leve ou sensação de pressão ao redor da patela.

Como realizamos o diagnóstico dessa condição?

O diagnóstico da condromalácia patelar começa com uma boa conversa entre o especialista e o paciente.

Assim, avaliamos quais os sintomas, quando surgiram, o que provoca ou piora a dor e se há outros sinais como estalos, sensação de raspagem ou desconforto ao ficar com o joelho dobrado por muito tempo. 

Depois, realizamos exame físico observando o alinhamento da patela, a estabilidade da articulação e a força muscular dos membros inferiores. 

Para confirmar o quadro e entender a gravidade, solicitamos exames de imagem. 

As radiografias ajudam a identificar alterações no posicionamento da patela ou desalinhamentos, enquanto a ressonância magnética é o exame indicado para visualizar a cartilagem e outras estruturas do joelho com detalhes. 

Além disso, em situações mais complexas, podemos recorrer à artroscopia, pois ela permite uma visão direta da articulação.

Como realizamos o tratamento da condromalácia patelar? Quando indicamos a cirurgia?

O tratamento da condromalácia patelar geralmente começa de forma conservadora.

Focamos no alívio da dor, na recuperação da função do joelho e na prevenção da piora do quadro.

Isso inclui adaptar ou reduzir atividades que sobrecarregam a articulação, aplicar gelo, usar analgésicos quando necessário e, principalmente, realizar fisioterapia para o joelho

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Os exercícios fortalecem os músculos ao redor do joelho, melhoram o alinhamento da patela e aumentam a estabilidade da articulação. 

Em alguns casos, podemos indicar joelheiras ou órteses para suporte extra, infiltrações com ácido hialurônico ou corticosteroides para controle da dor.

Após qualquer intervenção, a fisioterapia continua sendo essencial para recuperar força, mobilidade e prevenir novas lesões.

Já a cirurgia para condromalácia patelar é indicada, principalmente, quando os tratamentos conservadores não proporcionam melhora dos sintomas. 

Também podemos considerar a intervenção em casos de desgaste avançado da cartilagem, fissuras profundas, exposição óssea ou alterações anatômicas.

Na maioria das vezes, realizamos o procedimento por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões para introduzir uma câmera e instrumentos específicos dentro da articulação. 

Durante a cirurgia, podemos realizar o debridamento (remoção de partes lesionadas da cartilagem), o shaving (regularização da superfície patelar), ou até mesmo técnicas para estimular a regeneração da cartilagem.

Em alguns casos, pode ser necessária a realinhamento da patela para reduzir a sobrecarga na articulação. O objetivo principal é aliviar a dor, melhorar a mobilidade e restaurar a função do joelho.

Quer saber como será a recuperação após cirurgia do joelho? Confira esse artigo em nosso blog!

Quais complicações podem surgir se a condromalácia não for tratada?

Se a condromalácia patelar não for tratada de forma adequada, a condição pode evoluir.

O desgaste contínuo da cartilagem pode levar ao aumento da dor, inchaço e sensação constante de instabilidade no joelho, dificultando atividades simples do dia a dia, como subir escadas, agachar ou até caminhar longas distâncias. 

Com o tempo, o comprometimento da cartilagem pode se agravar, aumentando o risco de desenvolvimento de artrose no joelho.

Esse é um desgaste mais profundo da articulação, que gera limitações mais severas e até deformidades. 

Além disso, a falta de tratamento pode gerar compensações posturais, sobrecarregando outras articulações e músculos, o que pode causar dores no quadril, coluna ou tornozelo. 

Por isso, é fundamental contar com a avaliação do especialista, que pode orientar o diagnóstico preciso, indicar o tratamento mais adequado e acompanhar a evolução do quadro. 

Então, agende uma consulta e evite complicações futuras!

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Dr Lucas Cordeiro

Dr. Lucas Cordeiro é médico ortopedista e traumatologista especialista em Joelho.

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