A lesão no ligamento patelofemoral medial é uma condição que afeta a estabilidade da patela.
Esse ligamento é responsável por manter a patela alinhada durante os movimentos de flexão e extensão do joelho.
Assim, quando ocorre estiramento ou ruptura, a articulação pode se tornar vulnerável a deslocamentos e desgaste da cartilagem.
Assim, se você quer entender os fatores de risco, opções de tratamento e saber como garantir a segurança durante as atividades do cotidiano e práticas esportivas, continue a ler esse artigo!
O que é o ligamento patelofemoral medial e qual a sua função no joelho?
O ligamento patelofemoral medial é uma estrutura fibrosa localizada na parte interna do joelho, que conecta a patela (rótula) ao fêmur, ajudando a estabilizar a articulação.

Sua principal função é impedir que a patela deslize lateralmente, garantindo que ela se mova de forma adequada ao longo do sulco femoral durante a flexão e extensão do joelho.
Esse ligamento é essencial para manter a estabilidade da patela, distribuir corretamente as forças durante movimentos como caminhar, correr ou saltar, e proteger outras estruturas do joelho contra sobrecargas e deslocamentos.
Quando ele sofre lesão, a patela pode se tornar instável, aumentando o risco de dor, inflamação e complicações mais sérias, como luxações ou desgaste da cartilagem.
Como ocorre a lesão deste ligamento?
A lesão do ligamento patelofemoral medial geralmente ocorre quando há um trauma direto ou um movimento brusco que força a patela a se deslocar lateralmente.
Esse tipo de lesão é comum em casos de luxação ou subluxação da patela, muitas vezes durante atividades esportivas que envolvem mudanças rápidas de direção, saltos ou quedas, assim como acidentes que aplicam impacto direto na lateral do joelho.
Além disso, movimentos repetitivos que geram sobrecarga na articulação ou desequilíbrios musculares, podem predispor à lesão.
Em geral, o mecanismo envolve uma combinação de força externa sobre a patela e movimentos de torção ou hiperextensão do joelho, o que pode causar estiramento ou ruptura parcial do ligamento.
Quais fatores aumentam o risco de lesão no ligamento patelofemoral medial?
Entre os fatores que podem aumentar a probabilidade de lesão no ligamento patelofemoral medial, temos:
- Desequilíbrios musculares: fraqueza nos músculos do quadríceps e glúteos pode comprometer a estabilidade da patela;
- Alterações anatômicas: patela alta, desvio lateral da patela ou formato irregular do sulco femoral podem aumentar o risco de deslocamento;
- Prática de esportes de impacto: atividades como futebol, basquete, vôlei e corrida com mudanças rápidas de direção são mais propensas a causar lesões;
- Histórico de luxação da patela: lesões anteriores aumentam a fragilidade do ligamento;
- Treinamento inadequado: sobrecarga, aumento rápido de intensidade ou falta de aquecimento adequado podem predispor a lesões;
- Tensão ligamentar natural: algumas pessoas têm ligamentos mais frouxos, o que pode facilitar o deslocamento da patela.
Quais são os sintomas típicos dessa lesão?
A lesão no ligamento patelofemoral medial costuma se manifestar a partir dos seguintes sinais:
- Dor no joelho, na parte interna, especialmente durante movimentos de flexão ou extensão;
- Sensação de instabilidade ou deslocamento da patela, como se ela “saísse do lugar”;
- Inchaço local próximo à região medial do joelho;
- Hematomas, em casos de trauma mais intenso;
- Dificuldade para apoiar o peso na perna afetada;
- Estalos e rangidos ao movimentar o joelho;
- Limitação na amplitude de movimento, com dificuldade para dobrar ou estender totalmente a articulação.
Como realizamos o diagnóstico do problema e quais exames utilizamos?
Inicialmente, analisamos o histórico do paciente, os sintomas apresentados e o mecanismo do trauma que causou a lesão.
Durante o exame físico, observamos a sensibilidade da região medial do joelho, a presença de inchaço, instabilidade da patela e alterações na amplitude de movimento.
Também realizamos testes específicos de estresse patelar para avaliar a integridade do ligamento e identificar sinais de deslocamento ou frouxidão articular.
Para complementar a avaliação, utilizamos exames de imagem.
A radiografia ajuda a descartar fraturas associadas, enquanto a ressonância magnética oferece uma visão detalhada dos ligamentos, da cartilagem e de outras estruturas internas do joelho.
Qual é o tratamento mais indicado para a lesão no ligamento patelofemoral medial? Quando a cirurgia é necessária?
Nos casos leves, em que há apenas estiramento do ligamento, o tratamento conservador é geralmente suficiente, incluindo repouso, aplicação de gelo, uso de anti-inflamatórios e fisioterapia voltada para fortalecimento dos músculos do quadríceps e do quadril, além de exercícios para estabilização da patela.

Lesões moderadas, com ruptura parcial do ligamento ou instabilidade perceptível, podem exigir o uso de joelheiras ou órteses para suporte.
Também associamos a um programa de reabilitação mais intensivo, com ênfase na recuperação da força e do alinhamento patelar.
Já cirurgia, costumamos indicar em casos graves, como ruptura completa do ligamento, luxações recorrentes da patela ou quando o tratamento conservador não traz melhora.
O procedimento, geralmente realizado por artroscopia associada a pequenas incisões, consiste na reconstrução do ligamento para restabelecer a estabilidade da patela.
Para isso, utilizamos um enxerto que é fixado entre a patela e o fêmur no local anatômico correto. Essa fixação é feita com âncoras ou parafusos específicos, garantindo o posicionamento adequado.
O objetivo é impedir novos episódios de luxação, reduzir a dor e melhorar a função do joelho, permitindo que o paciente retome suas atividades cotidianas e esportivas com mais segurança.
Por que é importante o acompanhamento do ortopedista especialista em joelho?
O acompanhamento do ortopedista especialista em joelho é fundamental.
Somente o especialista consegue realizar um diagnóstico preciso, identificando a gravidade da lesão, diferenciando entre estiramentos leves, rupturas parciais ou completas e avaliando se há comprometimento de outras estruturas do joelho.
Além disso, podemos determinar o tratamento mais adequado, seja conservador ou cirúrgico, e acompanhamos a evolução da reabilitação, prevenindo complicações, instabilidade crônica ou luxações recorrentes.
Por fim, lembramos que contar com essa orientação especializada também ajuda a planejar exercícios de fortalecimento e estratégias de prevenção, reduzindo o risco de novas lesões.
Então, se você sente dor, instabilidade ou já sofreu um trauma no joelho, agende uma consulta com um ortopedista especialista para receber avaliação completa!



